março 23, 2010

Livros

A primeira vez que lembro ter ganhado um livro foi como um prêmio por ter sido eleita a rainha junina da escola, aos cinco anos. [chamava-se: A Amazônia, e lembro do desenho de um tucano na capa. E só.] Não pelos atributos que fazem uma menina de cinco anos ser eleita rainha em competições similares [como um vestido de 56 camadas ou uma dentadura postiça pra esconder a janelinha], mas sim por ter vendido mais rifas para a festa da escola do que as concorrentes. Talvez, por tê-lo ganho como prêmio, sempre tive os livros entre os presentes mais estimados.

Assim como nosso gosto musical e nosso gosto por comida, meu gosto por livros foi se apurando com o decorrer dos anos. Passei a procurar Wallys em toda a parte, a viajar com “os Karas” e aos poucos percebi que minha ficha da biblioteca da escola, continha quase todos os livros da Agatha Christie centrados em Hercule Poirot. O gosto pelo astuto belga de bigode escovado passou, mas dali ficou o anseio por livros que contivessem algo familiar entre eles. Miss Marple era muito CHATA. Parente de Mun-Ha!

Daí comecei a descobrir as coleções. Passei por mundos fantásticos, pela ficção medieval, por Avalon, por Nárnia, pela Terra Média. Fiz muitas amizades de vida inteira com gente que também tinham viajado por aquelas bandas. Um dia falo mais sobre isso.

A universidade trouxe a necessidade de ler os livros técnicos. Sempre os intercalei com livros de ficção, e foi justamente por isso que conquistei meu primeiro chefe de verdade, ao chegar à entrevista, com “O perfume” e Kotler debaixo do braço, entre muitas bolsas, casacos e sacolas. Passei a comprar livros. Primeiro as coleções, depois outros títulos que me interessavam. Passei a presentear com livros, inclusive com os técnicos. Passei a indicar livros. Passei a comprar livros.

Este ano li algumas coisas podres, só pra passar o tempo mesmo, como "O diário do Vampiro" e "Gossip Girl - Eu sei que você me ama", que com certeza não entrariam em um currículo de "livros"; outras legais como "Memórias do Livro", "Brisingr" ... e "Cem anos de solidão, que merece um post só pra ele. simplemente por ser meu livro preferido e ao mesmo tempo, um dos únicos que nunca consegui ler até o fim.

Agora, "O apanhador no campo de centeio", sugerido por Mel Gibson em "Teoria da Conspiração", definitivamente foi a maior perda de tempo do ano. O cara devaneia mais do que eu.

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